Mostrando postagens com marcador ação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

"Cineclube do Nerd Riders Recomenda - filmes e séries pra te salvar tédio."


Perseguidor Implacável
Direção de Don Siegel



Perseguidor Implacável é um clássico do gênero policial. O detetive Harry "Dirty" Callahan é um ícone do cinema de ação. O filme de estreia da série Dirty Harry (que renderia outros quatro longas-metragens) sedimentou uma espécie de arquétipo do vingador urbano. É o personagem que consolidou a imagem do policial  solitário, de poucas palavras e muita ação,  durão e incorruptível, violento quando necessário, mas justo.

Personificação dos anseios de toda a sociedade, avô de Jack Bauer ou do Capitão Nascimento, ele não está preocupado com regras, está preocupado com justiça. E é isso que ele faz, o trabalho sujo que nenhum outro policial quer fazer. Por isso todos o chamam de Dirty (sujo) Harry.


A trama é simples: um psicopata mata pessoas até que o prefeito pague o dinheiro que ele pede. Em seu encalço está Harry, que arromba portas, bate em pessoas e até tortura o prisioneiro para conseguir o que quer. E consegue. E quando tudo o mais falha, ele vai fazer justiça nas horas vagas. Devido ao jeitão indomável, violento e às vezes preconceituoso, Dirty Harry foi alvo de criticas na época do lançamento, o que não impediu que ele se tornasse um sucesso. O filme tem um estilo realista quase documental, com grande destaque para a trilha sonora, toda em jazz. Além de ter inovado e de representar um grande sucesso na década de 70, o primeiro filme de Dirty Harry merece ser visto por trazer uma das melhores fases do ator Clint Eastwood no cinema.




*esse texto foi originalmente publicado no site Aventura de Ler

"Cineclube do Nerd Riders Recomenda - filmes e séries pra te salvar tédio."


O Golpe Perfeito (Confidence, 2003)
Diretor: James Foley


Uma bem armadíssima, inteligente e esperta trama sobre um golpe armado por grupo de vigaristas, que usa exatamente o mesmo trambique do clássico “Golpe de Mestre”(The Sting) de George Roy Hill com a dupla Paul Newman-Robert Redford. Com diversas surpresas ao longo do caminho, o filme é cheio dos diálogos fascinantes e um excelente elenco em interpretações impecáveis. O filme é praticamente uma homenagem aos heist movies, em especial ao “Golpe de Mestre”. Apesar dos nomes importantes no elenco – Edward Burns, Rachel Weisz, Andy Garcia, Dustin Hoffman, Paul Giamatti, o filme não fez muito barulho e passou meio despercebido, não dá para entender por quê!


Edward Burns faz o Edward Burns de sempre, sujeito que fala muito, o tempo todo – e, como nos filmes dirigidos por ele mesmo, aqui ele tem belas, afiadas frases para dizer. É um vigarista inteligente, astuto, um jogador de xadrez. Dustin Hoffman é King, um bandidão esperto, inteligente, batalhador, que faz cinco coisas ao mesmo tempo e é cheio de vícios e manias. Rachel Weisz  é a mulher fatal e vigarista solitária, Lily, que Jake chama para participar do golpe, e Andy Garcia interpreta Gunther Butan, um agente federal que anda atrás de Jake.

A trama, muitíssimo bem elaborada, lembra David Mamet, mas com toques de comédia. O diretor James Foley, já passou por diversos gêneros, desde comédia musical com Madonna, “Quem é Essa Garota” (Who’s that Girl), até o super sério drama sobre racismo baseado em obra de John Grisham, “O Segredo” (The Chamber). Talvez por isso, “O Golpe Perfeito” transite tão bem em vários estilos de filme.




* esse texto foi originalmente postado no site da Video Session

"Cineclube do Nerd Riders Recomenda - filmes e séries pra te salvar tédio."


Harley Davidson e Marlboro Man - Caçada Sem Tréguas
Direção: Simon Wincer (1991)


Harley Davidson e Marlboro Man é um desses filme de macho. Muita ação, pancadaria, perseguições e tiroteios num ritmo frenético. É nitroglicerina pura. E por isso mesmo é muito divertido. Na época, início dos anos 90, fez bastante sucesso, mas logo misturou-se a tantos outros filmes de ação, com tiros e perseguições impossíveis e ficou esquecido nas prateleiras de locadora e relegado às sessões noturnas da TV.

No entanto, se assistido com mais cuidado, veremos que o filme é mais do que isso. Ele apresenta elementos que aparecerão em obras icônicas do cinema: vilões com aspecto robótico e longos sobretudos pretos (genialmente blindados!), usados muito antes de Matrix; e referências clássicas, como tomadas que lembram os westerns de Sérgio Leone, e várias outras referentes à cultura pop, bem ao estilo Tarantino. Mistura de ação e comédia na medida certa, o filme é cheio das piadinhas espirituosas: vários personagens têm como nome marcas conhecidas, como Harley Davidson (motos), Marlboro (cigarros), Virginia Slim (cigarros) e Jack Daniels (whisky). O hard rock dá o tom da trilha, com destaque para Wanted Dead or Alive, a balada superpop do Bon Jovi.


Em Los Angeles, dois grandes companheiros, conhecidos como Harley Davidson (Mickey Rourke) e Marlboro (Don Johnson), ficam sabendo que um velho amigo vai perder seu bar, pois o banco quer construir um novo complexo e, para não ter seus planos atrapalhados, exige US$ 2,5 milhões para renovar o aluguel por 5 anos. Harley tem uma ideia "simples": assaltar o carro blindado do banco para conseguir o dinheiro. Eles realizam seu objetivo graças à perícia do grupo e uma boa dose de sorte, mas quando vão pegar o dinheiro descobrem que roubaram um carregamento de Sonho de Cristal, uma droga que vicia na hora e mata um em cada 7 usuários, pois atinge todo o sistema nervoso. Logo Harley, Marlboro e seus amigos começam a serem impiedosamente caçados pelos traficantes comandados por Chance Wilder (Tom Sizemore), que também administra o banco.

Tomando o espírito de Sem Destino, o enredo retoma a eterna história de Robin Hood, conseguindo surpreender muitas vezes, e mostra uma dupla de durões desajustados e de coração mole, cheios de princípios éticos contraditórios. Don Johnson e Mickey Rourke estão deliciosamente canastrões num filme despretensioso e simples, que iniciava uma era, anônima e visionariamente.



*esse texto foi originalmente publicado no site  Aventura de Ler.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Duro de Matar: Um bom dia para ir ao cinema e comer aquela pipoca.



John McClane está de volta... e não está sozinho!

Ontem, dia 22 de Fevereiro, assisti a estreia explosiva de "Duro de Matar: Um bom dia para Morrer", e como já estava super empolgado, me empolguei de vez, pois o filme superou as minhas espectatívas.

Infinitamente superior ao titulo anterior da franquia, Duro de Matar 4.0, o quinto filme chegou com tudo. Um filme muito mentiroso e com certeza os críticos vão falar mal e os fãs de John McClane como eu, vão amar com todas as forças.


A história começa bem fraca, na verdade, ela começa bastante confusa com uma trama que envolve o filho de John, Jack, em um assassinato na Rússia.


Há anos sem contato com o filho, McClane resolve ir para Moscow, passar suas "férias" em busca de notícias do filho, e não muito demora para que aconteça este encontro... Jack (Jai Coutney), está indo a julgamento, quando um grupo de terroristas ataca o prédio e John se vê mais uma vez em uma confusão sem tamanho com Russos.


O filme muda de figura e se torna uma espécie de Bourne/Bond, com direito a CIA, possivel desastre nuclear e muitos chavões de primeira. Mas isso não importa nem um pouco, o que importa, é ver o bom e velho McClane sair no tapa, meter bala, atravessar janelas, levar socos e mais socos, gargalhar epicamente, cair numa piscina duvidosa, capotar de carro, desviar de balas .50 disparadas por um helicoptero, pular da ponte com um carro e escorregar num tobogã... digamos que foi o filme mais completo em termos de ação de toda a série, quase ininterrupta e com direito a uma coisa inédita na franquia... uma super reviravolta mega inesperada e de cair o queixo.


A produção caprichou, o genero apelidado de "Buddy Cops", voltou ao maior estilo anos 1980, só que com tecnologia e efeitos de primeira.

O filme traz inúmeras referencias aos anteriores, nada que atrapalhe aquela pessoa que nunca ouviu falar de Duro de Matar, mas que no caso de fãs da série serão captados de forma bem interessante, podendo arrancar gargalhadas épicas. Uma bela referencia, é o toque de celular de John, a música "Ode to Joy" ( Hino à Alegria) que toca quando Hanz ( Alan Rickman) invade o cofre do Nakatomi, e outra muito boa, é um dado acontecimento que também remete a uma cena épica do primeiro filme que envolve Hanz novamente.


Outra grande acerto desta produção dirigida por John Moore, foram as referencias de John ao filho Jack, são detalhes pequenos, como comentários sobre a época de escola do menino, mais para mostrar que o mesmo não está ali porque foi inventado para o filme, os fãs da série já conhecem os filhos de McClane desde o primeiro filme.

Bruce Willis continua dando o ar cômico ao McClane, que todos nós gostamos e Jai Coutney, fez um bom personagem que em momento algum foi apagado e mostrou bem o que o DNA McCLane é capaz.


Acredito que fãs da franquia e fãs de filmes de ação, não terão o que reclamar do filme, o título é maravilhoso e fantástico. Espero que assistam e falem o que acharam do filme.

Agora vamos aguardar o sexto filme da franquia, pois pelo que tudo indica, irá acontecer mesmo.

Yippee ki yay motherfucker!